Kami nomi zo shiru sekai [mangá][review]

Numa certa cidade, existe um jovem chamado Katsuragi Keima, um galgamer (jogador de bishoujo game) e muito conhecido na internet como “otoshigami”, ele viva seus dias felizes apenas jogando galge até que ele recebe um e-mail em que ele acaba fazendo um contrato com uma diaba que veio do inferno e veio a terra atrás dos kaketama (almas perdidas) que entram no buraco do coração e só pode retirar quando a pessoa tapa esse buraco com um beijo.

O mangá é escrito por Tamiki Wakaki e é da revista Shonen Sunday (Inuyasha, Hayate no gotoku!), ele começou em 2008 e teve 10 volumes até agora, ele tem mais um light novel e um anime, o nome em inglês é the world God only knows, e em japones temos duas formas de leitura: kami nomi (zo) shiru sekai, que significa o mundo que apenas deus sabe ou Kami no mizo shiru sekai, que significa o mundo que sabe as ranhuras de deus.

O roteiro é bem diferente do normal, como já pode ter entendido pela sinopse, o mangá se resume no começo ao Keima tentando ficar com uma mulher que esteja com um kaketama no corpo, o mangá tem muita comédia, referencia e um pouco de teoria para que ficasse mais divertido, o estilo que defino é como comédia harem, o motivo do harem é que um personagem tenta se encontra com várias meninas que ele fica interessado, em quanto todas as meninas acabam gostando dele, este mangá só acaba se destacando no meio desse estilo, por que enquanto a maioria dos harem tem personagem feminino permanente, que não pode ser trocado, pois o público gosta delas e assim limitando as situações, fazendo com que o mangá perca a diversão, este mangá tem várias personagens femininos que tem várias características diferente, não faz o leitor cansar das situações e personagens, e por ser curto o tempo das personagens, faz com que o leitor não fique tão apegado a alguma personagem  que chega a dar queda na aprovação do mangá.

O mangá é importante por fazer mudar o conceito do harem, fugindo um pouco do clássico, fazendo com que a idéia de que o harem estava morrendo dito pelo mangaká Ken Akamatsu (Love hina, negima), assim ainda temos certo ar de frescor nessa obra que brinca com os clichês que são colocados de forma que não incomoda o leitor.


Da mesma que os mangás de harem estão perdendo força, o mangá não permanece todo mangá com um mesmo estilo, após um tempo, o mangá recebe uma pitada de teoria fazendo com que o mangá deixe de ter um tema tão leviano, e depois do capítulo 100 vemos uma alteração significativa na estória, o engraçado é podemos ver que o autor está experimentando várias formas e até parece um mangá meio delinear, e até parece um amontoado de clichê depois de um tempo, mas parece que atualmente ele está encaminhado e ele pode tanto ir ao mesmo caminho ou mudar repentinamente para battle (o que eu ficaria muito triste), mas o que mais me assustou nisso é que mesmo que ele pareça um tanto encaixado, se você ver desde o começo, ele sempre deixou cenas que deixam o leitor em mais dúvidas, principalmente se ler o 4-coma que contém nos tankobons, assim toda a idéia acrescentado agora pode ser encaixado na estória sem ter algum “erro” no meio da estória, diferentemente de alguns battles que fazem sucesso atualmente.

Na parte visual o mangá pode assustar um pouco as pessoas que estavam vendo o anime, já que o traça do mangá é mais arredondado, fazendo com que os personagens pareçam mais novos do que no anime, mas logo se acostuma, no mangá é muito comum colocar a elcie em forma chibi para mostrar situações toscas, mas divertidas, e fazendo o keima pareça um gordo e baixo, nas situações de quando está com um monte de galge, o que seria uma forma de mostrar um estereótipo de otaku no Japão, alguns podem se sentir ofendido, mas como as situações costumam ser cômicas, acabam sendo “perdoado”

O mangá também tem um grande problema por ser de uma forma machista, já que mostra que “as mulheres tem alma do mal no coração” e que “os homens devem ficar com várias mulheres, e depois de conseguir o que querem, devem largá-la”, não tem como negar que essa idéia seja transmitida, mas falando a verdade, esse mangá não tem como principal idéia da inferioridade feminina ou algo do gênero, na verdade ele coloca as mulheres de forma mítica, um ser que os homens têm vontade de conhecer, e mesmo que ache que não chegue a tal ponto, é só reparar que as mulheres sempre é o foco dos arcos, o Keima está lá mais como um personagem que tenta remexer na mente feminina para entende-la, e (UM PEQUENO SPOILER) as mulheres serão divinizada no últimos capítulos, fazendo com que mostre a idéia de mulheres superiores, e não a idéia oposta.

Resumindo tudo: o mangá é muito bom e indico para quem goste de comédia romântica shonen, e mesmo as mulheres podem gostar, mas é preciso estar mais ao espírito do mangá, a comédia é bem colocada e as personagens femininas têm uma bela qualidade, que mesmo em curto período, faz com que os leitores fiquem apegados pelo carisma de tais, a acessibilidade dele pode ser um pouco difícil para os novatos já que ele tem muitos personagens padrões de anime e brinca com os clichês, fazendo com que o leitor precise de uma experiência maior, o mangá também tem referencia a outras obras, sendo que tais pode fazer o leitor entenda a piada ou não, e até  fazer com que entenda a situação, por isso fiz uma pequena lista das principais referencia do mangá.

Belzebulb (mangá)

Evangelion (anime)

Dragon ball (mangá)

Shin-chan (mangá)

Tensai bakabon (mangá)

Doraemon (mangá)

Kaiji (mangá)

K-ON! (anime)

Toyota (slogan)

Onde está o wally

Touch (mangá)

Hana yori dango (mangá, ou o dorama)

Taiyo no tou (monumento)

Gundam original (anime)

Jonny’s (empresa musical)

C-C-B (banda)

Chibi Q (brinquedo)

Oshiete Merio-kun! (programa infantil)

Comédia genérica dos anos 80 (anime)

Devil may cry (jogo)

Love + (galge)

Kyuupi (maionese)

Roman holiday (filme de 1953)

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