Katanagatari [review]

Em uma pequena ilha, vive Shichika Yasuri e sua irmã Nanami. Essa ilha não tem nenhum outro habitante, sendo totalmente afastada da sociedade. Um dia eles recebem a visita de uma estrategista do governo que estava procurando por uma pessoa pra acompanhar na coleta de 12 espadas que teriam uma qualidade muito alta, que são as 12 espadas mais fortes do Japão. Assim, Shichika resolve acompanhar Togame como sua arma (escravo).

O anime é inspirado numa light novel escrita por Nisio Isin, o mesmo criador de Bakemonogatari, e foi animada pela White Fox.

O roteiro de Katanagatari muda muito desde o começo até o fim. No começo ele tira uma estrutura muito parecida com um shonen, tipo Dragon Ball. Começa com um cara inocente, mas forte, longe da civilização, junto dee uma menina mais frágil, que está em uma busca de itens muito difíceis de de conseguir. Esse começo faz com que o anime apenas pareça um shonen com um pouco de violência, mas a estória evolui e fica cada vez mais violento, apresentando uma pequena teoria de por que tudo começou, e um fim não muito previsível, assustando a muitos, pela violência diferenciando muito com o começo da série.

Uma característica muito marcante do autor é a discussão da mente humana, mostrando interesse e a consequência de um plano que meche as pessoas como mero parte desse plano sem considerar muitos pontos. No começo esse lado não é muito apresentado, mas é marcado pelas motivações dos oponentes. Após um tempo é promovido a discussão da mente dos personagens principais, fazendo uma constante mudança em sua opinião. E no fim, uma ideia um pouco mais extrema com teoria puxada um tanto para mundos paralelos. O fim tem uma qualidade boa e é inesperado. Alguns não devem gostar pela mudança muito rápidas de estilo dos personagens e ao mesmo tempo pela violência, mas o fim apresentado após o ending é muito discutível. Decepcionando de um lado mas mantendo uma reflexão para os espectadores.

O anime se passa no passado, na época dos samurai, mas a recriação da época não é tão focada. Assim a recriação de itens e cultura da época não é igual o real e é falado da mesma forma que a atualidade. O narrador faz até referência sobre o estilo da cultura atual em relação ao passado. O desenho das vestimentas também não segue igual a da época, inclusive com itens de estilos atuais presente nos ninjas do maniwani.

Os personagens são bem desenvolvidos, mesmo os oponentes tem uma qualidade boa, fazendo o espectador se familiarizar com eles facilmente, e mostram bem seu estado emocional e suas motivações, fazendo com que a estória não tenha apenas o personagem principal e inimigos sem motivação alguma além do clássico “dominar o mundo”.

O character design trabalhou bem nos personagem, tendo um traço mais simples, mas bem efetivo, alguns devem se assustar com o estilo e achar ele feio, mas quando analisado o traço dentro do universo apresentado pelo anime, ele tem um traço auto explicativo, com isso é mais fácil de lembrar quem que é o personagem, já que é difícil lembrar dos personagens quando a periodicidade é de um mês. Mas o seu estilo inocente serve também para esconder a violência do anime. Mesmo que não aparente, tem um conteúdo mais violento muito bem escondido pelo traço.

O único episódio que muda o estilo é no episódio 7, onde o traço dos personagens ficam com riscos mais fortes e proporções mais caricatos. O episódio é extremamente cruel, por isso a mudança de traço chega ao extremo pra reduzir o poder do episódio, que mantem sua estrutura e não perde sua qualidade, até acrescentando em alguns quesitos. No episódio ainda tem referencia a jogos de plataforma 2D japonês antigo e a shooters antigos.

A paisagem é pintada de um forma que parece ter sido pintado em um papel washi, fazendo o anime ter um ar mais parecido com a época apresentado, ao mesmo que fica com um visual mais bonito e destaca os personagens do cenário.

As músicas de fundo foram compostas pelo Taku Iwasaki, mesmo de Soul Eater e black cat, o estilo pega música clássica japonesa e hip hop, trazendo um choque cultural da mesma forma que a estrutura na parte do roteiro e no visual, que é inserir movimentos atuais dentro de um momento do passado, contendo faixas muito boa, e bem compostas. As músicas de abertura tem uma boa qualidade e com belas cenas, e o ending muda em todos os episódios, apresentando vários estilos, a cena é simples mas preste atenção nas flores que são mostrado, já que o mês que era transmitido o anime, é a época que é a flor aparece, primeiro episódio foi em janeiro.

A maioria dos seiyuus são mais desconhecido do público, mas fizeram uma boa atuação, a voz do Shichika pode assustar no começo, mas depois que se acostuma acaba se encaixando bem em seu jeito inocente e desconhecido sobre o mundo.

Yoshimasa Hosoya como Shizhika Yasuri

Togame como Yukari Tamura (Ranpha de Galaxy Angel, Tenten de Naruto)

Haruka Tomatatsu como Hitei hime (Aoba Tsukishima de Cross Game, Lala de To Love-ru)

Resumindo Tudo: o anime tem uma qualidade extremamente alta e deve ser lembrado por muitos, mas não é recomendável para pessoas que não gostam muito de violencia e para aqueles que se apegam de mais com os personagens, mas tirando esses grupos o anime deverá agradar a muitos pelo seu humor, lutas e um romance que não digo que seja belo.

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