Jinbe [mangá] [review]

Esses dias estava na biblioteca, quando encontrei um one-shot do Adachi Mitsuru. Como grande fã do autor, não pude deixar de conhecer outra obra dele (sempre li os mangás shonens dele).

O mangá Jinbe foi publicado de 1992 a 1997 na Big Comic Original, com público-alvo seinen, e teve um dorama em 1998.

Sinopse: Jinpei (mais conhecido como Jinbe que signica tubarão-baleia), é um cuidador de aquário que vive junto com sua filha Miku, que não tem ligação de sangue, mas é filha da mulher que ele casou. Porém ela morreu depois de um pouco mais que um ano de casamento. E agora, o verdadeiro pai da menina, depois de enriquecer, volta para conseguir a guarda da filha de volta.

Este mangá é muito diferente em relação aos que eu li anteriormente. Começando pelo público-alvo, isso já mostra uma diferença em relação a profundidade da obra. O protagonista aqui é um homem com mais de 30 anos, normalmente os protagonistas do autor tem de 15 a 17 anos. Mas a parte que mais me marcou foi a mudança no esporte, aqui o esporte é o futebol, sendo que o Adachi faz sempre baseball.

Na mesma época, ele estava publicando H2. Lendo H2, dá pra entender que o autor não gosta muito de futebol. O esporte ficou como fuga para um dos personagens e a ignorância sobre o esporte do protagonista de H2 faz pensar que foi uma brincadeira do autor para falar “Eu estou nem aí para futebol.

Apesar de Jinbe parecer uma heresia do autor. No mangá, o esporte cai muito bem.Se você tentar retratar um personagem com a posição dele no baseball, é muito difícil caracterizar bem, tanto o pitcher quanto o batter precisam ir pra cima. Agora no futebol, temos uma caracterização clara para cada posição. Aqui retratado com o goleiro e o atacante. O Jinbe, que é goleiro, é um pai protetor que sempre está ao lado de sua filha e ele é a base e a saída para os jogadores do time. O Miyashita, que é atacante, apenas se concentra para conseguir o que quer, apesar de ver muito bem as pessoas que ele precisa para chegar no objetivo, ele pode e é até melhor que ele esqueça os outros jogadores que não importam para chegar lá.

Como esperado de uma obra do autor, o desenvolvimento da estória é lenta e natural. Ele apresenta lentamente como é a relação dos Jinbe com a Miku. Como o autor quis manter a sua velocidade, a apresentação dos coadjuvantes é muito rápida, mas o desenvolvimento das protagonistas é satisfatório apesar da pequena quantidade de páginas. Quando você está perto do fim, você se sente muito próximo dos personagens, bem menos do que quanto você lê uma obra mais comprida dele, mas existe uma interação muito próxima mesmo.

Os que só viam shonens do Adachi, podem tomar um pequeno susto quando for ver o fim da relação dos protagonistas. Como sempre mostrada de forma muito leve, mas se compararmos com os romances dos shonens dele que são sempre muito certinhos, acaba surpreendendo pela diferença. Mas, já vi romances mais polêmicos, então este pode passar batido se você não for um evangélico ou algo do tipo.

Resumindo Tudo: O Adachi Mitsuru me surpreendeu novamente com essa linda obra, que é muito rápida e gostosa de ler. Sem dúvida um passatempo muito bom para os que estão sem tempo para ler obras mais longas. Não indico essa obra para quem não está acostumado com o estilo do autor. Esta obra deve ser vista depois de ver obras mais famosas do autor, além de acostumado com o estilo dele, você terá maior capacidade de entender o que a obra é no universo dele.

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