Enciclopédia Otaku #11 – Música dos anos 60

Já faz um tempinho desde quando falei sobre a música japonesa nos anos 50. agora vamos comentar sobre os anos 60. Nos anos 60, o Kayoukyoku fica mais forte e começa a sofrer influências do rock que estava nascendo nos EUA.

O kayoukyoku mantêm seu estilo definido nos anos 50 e não muda desde então. O fato mais importante dentro deste estilo é a música “Ue Wo Muite Arukou” (“Sukiyaki” nos EUA). Ele é cantado pelo Kyu Sakamoto e é o grande clássico da música japonesa. Ele é a única música japonesa a conseguir ficar no topo de vendas nos EUA, ficando 4 semanas nela. Vendeu 13 milhões de cópias no mundo e é o 14º single mais vendido do mundo.

A bela letra desta música cai muito bem naquele momento do país. O Japão estava passando pela reconstrução do país e a maior parte da população sofria muito, então vem essa música que fala que não importa quando sofra, devemos olhar para cima e esconder nossas lágrimas. Já dei uma olhada na versão em inglês, a letra tá muito mudado e não tem o mesmo valor que o original.

Em 1966, The Beattles foi fazer uma apresentação no Japão. Mas o governo reprimiu os fãs de rock por pensar que isso causaria a delinquência juvenil. Isso não desmotivou os fãs que criou o Group Sounds. O Group Sounds sofre muita influencia dos Beattles e assim é basicamente um grupo de aproximadamente 5 pessoas cantando e tocando. Os instrumentos são na maioria vocal, guitarra, baixo e bateria, mas existiam bandas que proibiam a guitarra (Guitar less GS). A maior parte das bandas eram só de homens, existindo algumas exceções que eram de mulheres. Na época, essas bandas eram iguais aos boy band atuais, então atraia muito mais o público feminino. Se alguém tem raiva de boy band, comece culpando deles.

Deixando claro que o GS não era bem considerado rock, ele era a fusão do Kayoukyoku com o rock do Beattles. Depois começou a discussão se rock poderia ser cantado em japonês e criou grandes discussões sobre isso. O GS, acabou no começo dos anos 70 e é trocado pelo New Rock. O motivo para a maioria é que o lado dos que acreditavam que o rock deveria ser cantada em inglês era mais forte e a fama do Beattles caiu.

Nesta mesma época nasce o eleki boom que são músicas instrumentais de guitarra elétrica.

Músicas:

Ue Wo Muite Arukou do Kyuu Sakamoto (Kayoukyoku):

Outros Exemplos de Kayoukyoku:

Hoshi wo Miagete Goram do Kyuu Sakamoto (Recentemente ele foi usado como encerramento do anime Twin Spica).

Itsumade Yume wo do Hashi Yukio e Yoshinaga Sayuri

Blue Light Yokohama da Ishida Ayumi (Quem viu Un-GO, deve ter escutado essa música).

Amairo no kami no otome do The Village Singers (Group Sounds):

Outros Exemplos de Group Sunds:

Yuuhi ga naiteru do The Spiders

Omoide no nagisa do The Wild Ones

Kaette kita yopparai do The Folg Crusader

Koi no kisetsu do pinky to killer (POP):

Outros Exemplos de POP:

koi no fuuga da The Peanuts

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3 pensamentos sobre “Enciclopédia Otaku #11 – Música dos anos 60

  1. Eu gosto das resenhas que vcs fazem dos animes, mas confesso que essa enciclopédia otaku é o bicho (ao menos para minzinha que sou estudante de história), muito legal saber um pouco sobre o universo cultura japonês já que consumimos um dos produtos dele, os animes, quanto mais entendemos sobre o Japão, mas compreendemos a narrativa dos animes e saber um pouco mais sobre o universo cultural japonês no pós-guerra é massa!

    Ah, falando sobre cultura japonesa, tem um blog que eu acho super legal e trata desse tema, o Lost in Japan, do Alexandre Mauj, não sei se vc conhece então deixo, se não conhece eu indico o link http://lostinjapan.portalnippon.com/

    __________
    P.S.: E sim, não ligue para o que diz o Euller e a Pers, eu sou uma pessoa séria Eiti, não saiu por ai zoando as pessoas, não me odeie!

    • Não conhecia esse blog não, achei bem legal. E não se preocupe que eu não ti odeio. O Euller gosta de ficar repetindo aquilo, por que quando ele tenta me zoar, eu consigo piorar a imagem dele hihihi, isso não foi uma ou duas vezes.
      E que susto, você trocou o e-mail aí né. Tinha achado estranho que o negócio aqui não aprovou seus comentários automáticamente.

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