Nisemonogatari [review] by Eiti

Olá pessoal! A temporada de Inverno está acabando e agora sim este blog fica corrido. Um dos primeiros reviews desta temporada e que abre esta época corrida é um anime que gosto muito, mas sou do tipo de fã que quanto mais gosto de uma coisa, mais reclamo. Sou rabugento.

Nisemonogatari é o anime que sucede as aventuras do Araragi Koyomi após os acontecimentos de Bakemonogatari. Desta vez o foco da estória são as duas irmãs dele.

Este review tal vez fique meio diferente, iminentemente usarei muita comparação deste anime com a obra original e o livro que inspirou. Aviso antes de tudo que este review está cheio de spoilers.

A estória em Nisemonogatari continua muito estruturado como em Bakemonogatari. Primeiramente somos apresentados aos personagens que farão parte da “peça”, em seguida temos a apresentação do problema, ou seja o fenômeno a ser resolvido e no fim a conclusão de tudo. Só que a série é divido em apenas 2 partes. Enquanto o primeiro tinha seis partes, fazendo com que ele ficasse se inovando antes que canse. O fato de ter menor divisão causa uma queda na renovação.

A primeira metade de Nisemonogatari é responsável por tirar a nostalgia dos fãs. Ele pega as personagens carismáticas apresentadas no primeiro e coloca elas em novas situações cômicas, a maioria acaba tendendo para o ecchi, fazendo com que o anime tenha um aumento assustador neste quesito. Mas o importante desta primeira parte é pegar aquela evolução do primeiro arco de Bakemonogatari, ou seja a Senjougahara e colocar ela em mais um teste para sua evolução. Em Hitagi Crab, ela tem que aceitar o peso de carregar a sua dor que faz parte dela. Em Karen Bee, ela tem que dar um ponto final neste peso que a atormenta para que possa dar um passo pra frente.

A segunda metade vai ti mostrar a fetiche mais inesperado neste universo. Ele consegui perder um tempo enorme para mostrar algo que para mim foi inútil e incomodante, mas também não posso falar nada, a graça da série é a inovação. O foco neste pedaço é dar uma resposta sobre uma duvida que o Araragi carregava desde o fim de Kizumonogatari, dizer ou não a sua família sobre a as suas mudanças.

Calma aí. Mas o anime não deveria ter um foco nas irmãs do Araragi, já que o nome dos capítulos são delas? Então… a evolução das personagens como é apresentado em Bakemonogatari não acontece. Elas viram mais uma ponte para as discussões que ocorrem no anime. O fato do Araragi chamar as irmãs de falsas heroínas seria uma posição que ele toma de si mesmo após o seu “tutor” sair da vida dele. Ele precisa dizer para alguém que é falso para tentar entender sua falsidade. O problema é que isso acaba ti deixando um pouco desapontado. Por não ter um foco real nas irmãs, elas não tem um real desenvolvimento. Elas praticamente entram e saem da mesma forma que começou.

Um ponto que achei fraco neste anime foi a falta de um desenvolvimento concreto dos personagens. Antes eu afirmei que existe uma evolução na Senjougahara e no Araragi, mas eles não passam de uma suposição ao ver apenas o anime. A Senjougahara posso afirmar que teve uma evolução, mas não por que no anime é mostrado uma nova Senjougahara, mas por que eu li no livro. Nele aparece 1 página, só pra mostrar o ponto de vista do Araragi sobre o amadurecimento da Senjougahara e da Hanekawa e a pressão que ele cria para que consiga ter a aceitação. A evolução do Araragi é algo que também não posso confirmar, o livro termina no momento que ele é forçado a entender sobre a família, mas isso não significa que ele irá aplicar e amadurecer.

Bakemonogatari tinha uma estória principal do Araragi tentando ajudar as meninas, mas também tinha uma estória paralela em que tem o desenvolvimento do romance dos protagonistas. Hitagi Crab foi o encontro; Mayoi Maimai, declaração; Suruga Monkey, dor; Nadeko Snake, inveja e Tsubasa Cat, traição.

Nisemonogatari tem a primeira parte com o foco na Senjougahara, inevitavelmente a evolução do romance que passa por uma grande prova de amor. Mas o problema é que na segunda parte não há uma evolução no romance. Aquela força que a Senjougahara tinha de estar mesmo não estando por meio das conversas é perdida. Ela nem é mencionada nesta parte. É uma grande decepção não poder conhecer a nova fase do casal neste momento.

Como alguns devem saber, o livro Kizumonogatari que conta o momento que o Araragi vira vampiro foi lançado antes de Nisemonogatari. Tal vez até pareça desnecessário, já que Bakemonogatari acontece depois de Kizumono e não compromete o entendimento. Mas em Nisemono acaba comprometendo. Em Bakemonogatari, a Shinobu era apenas um “item” que conectava o Araragi de seu passado, mas em Nisemonogatari, ela participa e passa a interagir com o protagonista. A relação entre os dois não é fácil de entender quando não se sabe a origem. O mais estranho é descobrir do nada que a Shinobu fala muito e por ter uma relação de mestre-serva, ódio mútuo, dependência e de dó. Quem não conhece Kizumonogatari acaba perdendo bastante coisa e pode ficar incomodado com a grande mudança na posição da Shinobu (eu já tinha lido e mesmo assim fiquei assustado com a mudança de posição dela).

A animação continua boa com a grande direção de Akiyuki Shimbo. A animação continua com um tema geométrico, mas desta vez parece que o diretor abriu um pouco mais para as cores. Sinceramente gostava bastante da simples, mas rica constituição do cenário, nada que agrave.

É legal ver como é a parte interna da casa. Não é possível que uma casa tão pequena consiga caber tanta coisa e ter um banheiro tão grande! A arquitetura e a mobília da casa é invejável.

A música do fundo é um outro quesito que faz deste anime superior a maioria. As músicas variam de rock pesado a orquestral leve. Ainda não pude escutar as músicas separadamente para fazer uma comparação com Bakemonogatari, mas provavelmente ele está superior a um ost que já era ótimo.

A primeira abertura é Nigonme cantada pela Saitou Chiwa, seiyuu da Senjougahara e foi tocada nos episódios 1 e 3. Esta música seria um answer song para staple stable. Sinceramente esta música me parece superior a primeira música, apesar de ter uma animação mais simples.

A segunda abertura é Marshmallow Justice cantada pela Kitamura Eri, seiyuu da Araragi Karen e foi tocada nos episódios 2, 5 e 6. A música seria um answer song para ambivalent world. Isso faz da música um tanto rocky e heróico. A música é divertida, mas a animação é simples e até porca se comparar com os outros.

A terceira abertura é Shirogane Disco cantada pela Iguchi Yuka, seiyuu da Araragi Tsukihi e foi tocada nos episódios do 8 ao 10. A música é um eletro up tempo com instrumento tradicional japonês que faz uma mistura bem inspirada.

O encerramento é Naisho no Hanashi, cantada pela dupla Claris e composta por ryo. A música é bem mais animada do que Kimi no Shiranai Monogatari. Um tanto Guitar Rock, mas sinceramente achei a composição mais fraca que o primeiro e não se encaixa em todos os momentos, diferentemente do primeiro que conseguia se encaixar em qual quer momento da estória (na verdade to achando todas as músicas do ryo atualmente mais fraca do que no começo).

Resumindo Tudo: Nisemonogatari acaba sofrendo por ser muito aguardado pelos fãs famintos por novos ‘monogataris’, mas realiza bem o que deveria fazer. Obviamente o livro tem mais conteúdo (a diferença era menos sentida no Bakemonogatari) e acaba dando uma sensação de que poderia ter sido melhor. Tal vez um pouco mais de tempo seria bom, apesar de que isso quebraria o rítmo. Se Bakemonogatari tirou 10, Nisemonogatari tira 8. os descontos seriam por falta de uma inovação, excesso de ecchi e uma falta de evolução clara dos personagens.

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8 pensamentos sobre “Nisemonogatari [review] by Eiti

  1. Eiti!!!! Bakemonogatari teve um final tão lindo, tão bom, que juro que não senti falta de uma continuação, mesmo sabendo que as histórias continuam no livro que vc citou! De qulalquer forma eu queria saber se o casal continua sendo um casal! Me conta vai!!!!

    Bjs

    • Nossa, a grande reclamação de bakemonogatari (e nisemonogatari) é o fato de ter um fim aberto haha. Não se preocupe que o casal está firme e forte até o último livro que saiu (koimonogatari), mas não sei o que acontece neste e vai saber o que acontece nos últimos 3 que vão sair este ano.

    • Nossa, to enchendo o saco do euller faz tempo pra assistir esse anime. Nem usando a fetiche dele pra convenser deu. Espero que se ele ler alguma review sua, resolva assistir hihihi.
      Eu não consideraria Durarara!! exatamente um slice of life por que apesar dele ser ambientado em locais reais e em tempos atuais, ele acaba puxando mais para sobrenatural e ação do que para um slice puro.
      Nem Bakemonogatari é considerado slice of life direito, isso por que em bakemono temos mais elementos de slice of life.

  2. AAh, como comentar? >.<
    Me sinto meio intrometida comentando uma resenha de um anime que eu nem ao menos assisti (D:)
    Bom, vou comentar sobre as composições do ryo por que é o único tema aqui que tenho bagagem pra poder comentar.
    Realmente, as produções do ryo ultimamente estão um tanto desanimadoras, bom, ele pode sim ter uma fase 'infértil' da carreira, afinal.
    Mas eu gostei da OST de Guilty Crown :'(.

    • O problema é que os OST de Gulty Crown foi compostas por outras pessoas, então não sei se tem algum insert song diferente do supercell. Pelo menos gostei do ed de BRS e o side-b do primeiro op de GC.
      E você assistiu bakemonogatari?

  3. haha adorei nisemonogatari xD uma coisa que eu gostei tbm foi as argumentações absurdas para justificar comportamentos busurdos tipo o do feitiche por escovar os dentes e o do “é preciso ter coragem” xD

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