Ozuma [review] by Eiti

Já faz um bom tempo que eu não posto aqui, então vou começar falando de um anime da temporada de primavera que animou a primeiro momento, mas acabo decepcionando a muitos no fim.

Ozuma foi um projeto que chamou uma certa atenção já que era em homenagem ao aniversário do canal WOWOW com a estória e o visual de Leiji Matsumoto que fazia um bom tempo que não produzia nada. Um bom momento para os saudosistas que viam o Leiji Matsumoto nos anos 70.

O início do anime era promissor com boas cenas do deserto, apresentando o grande tema do anime (a humanidade tentando sobreviver a forte seca que a terra passava e seus conflitos) e as grandes perguntas logo no início, trazendo grande expectativa aos próximos episódios.

Um grande ponto deste anime são as lutas entre os navios de areia (ou submarino de areia, nem sei mais). O embate intelectual entre os capitães dos navios é muito divertida para quem gosta de ver os animes de guerra e entender as táticas, os tornando bem reais.

Mas os episódios vai passando e percebemos que o curto tempo que o anime tem (6 episódios) não é suficiente para tentar explicar tudo que aquele universo nos apresenta. Um grande erro deste anime tal vez foi tentar ser grande demais no conceito. Se a ideia principal fosse apenas piratas revoltadas com uma outra “raça” que deseja pegar uma personagem que fugiu para a base pirata, o anime teria fluído naturalmente e sem faltas. Mas eles colocaram a figura do Ozma que é o grande ser do anime. Ele seria um grande robô que representaria a natureza. Tal vez seja um problema meu, mas não consigo entender porquê uma máquina robótica que teoricamente seria criado pelo homem representaria a natureza se revoltando contra o homem, já que este ser seria criado graças a degradação da natureza.

Mesmo tirando este meu problema de visual com lógica, existem muitos problemas em relação as resposta e o envolvimento do espectador com o universo. A falta de uma mostra de como está a sociedade e as diferenças entre as “raças” fazem com que tudo não tenha o envolvimento esperado. O pior é tentar entender a própria lógica do Ozma e sua pergunta final, a pergunta não faz sentido se a explicação do universo não foi concluída. Claro que tudo isso pode ser explicado caso este mesmo universo tenha aparecido em alguma outra obra do Leiji Matsumoto (o que é bem comum), mas se pensarmos na diferença de tempo, o esperado é que o universo seja reapresentado.

A animação sólida do começo acaba sendo quebrado depois de um tempo. Existem muitas deformações nas personagens, principalmente nas femininas. Tal vez o problema seja que o Leiji Matsumoto não está acostumado a desenhar personagens feminino (pensa que na época que ele escrevia os shounens eram bem machistas (esqueci o termo correto, mas não deixa de ser um certo machismo), então ele desenhava poucas personagens femininas). Mesmo assim as deformações são bizarras e generalizadas. Pelo menos as animações de guerras são consistente em todos os momentos (a computação gráfica salva nestes momentos difíceis).

A abertura de Ozma é muito boa. Não costumo gostar de k-pop nos animes, mas desta vez foi bem eficaz. A música composta pelo FTIsland cai bem dentro do anime com seu ritmo rocky. Tal vez o que salva na música é por ter sido cantada em inglês, não gosto quando os coreanos cantam em japonês com sotaque coreano e ainda tenta ser cool! (nada contra os coreanos, mas é que fica engraçado).

Resumindo Tudo: O anime tinha uma grande expectativa e poderia ter um valor muito grande, mas a falta de estrutura da estória dele e um pouco de porcalhada na animação estragou um anime que tinha tudo para fazer sucesso entre os fãs de obras mais antigas.

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3 pensamentos sobre “Ozuma [review] by Eiti

    • Este anime acaba ficando beem mais pra fãs de leiji matsumoto e quem gosta de anime militar. Então é pra um grupo que tá nem aí pros personagens e quer ver os navios guerreando (exagero total sobre este tipo de fã, antes que alguém tente me matar)

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