Shiki [review] by Eiti

Olá pessoal! Como está a volta as aulas? Comigo está normal, sofrendo um pouco com as greves, mas vamos lá! Aqui vou falar sobre Shiki. Depois que o pessoal assistiu Another parece que se lembraram que existem várias séries de anime e mangá com visual mais nojento e guro. Depois de várias indicações de amigos e me lembrar que eu já gostava da abertura deste anime resolvi ver. Aviso que neste post pode haver spoilers, por tanto caso não queira saber o que acontecerá, não leia e tire as dúvidas pelos comentários!

O anime fala basicamente de uma cidade que está sendo infestado por uma série de mortes parecidas que começa a aparecer assim que uma família misteriosa passa a morar na cidade. Basicamente este anime é sobre mistério, doença, muito sangue e vampiros.

Para começar o assunto vou fazer uma básica comparação com Another que está tão badalado. Os dois falam de uma cidade pequena e várias mortes que ocorrem por um motivo. Mas os dois tem focos muito diferente. As mortes de Another é local (pessoas conhecidas da classes) e ocorrem de várias formas. As mortes em Shiki é geral (a cidade toda) e ocorre de apenas uma forma. O foco da estória também é diferente, Another fica mais no suspense e ver vários jeitos de morrer. Shiki foca no mistério e sua resolução, as mortes estão para ti deixar assustado, mas não é o foco.

A estória de Shiki é muito interessante e bem levada. O primeiro episódio é confuso e não consigo entender nada e não dá para entender para onde o anime quer levar. Mas do segundo episódio em diante podemos observar que os episódios são muito bem levados e os cliffhangers bem posicionados para nos forçar a assistir mais. O mistério é envolvente e obriga você a assistir cada vez mais.

A divisão das duas temporadas da noitaminA que ele toma é bem clara. No primeiro arco temos as personagens observando as mortes e tentando entendê-las. No segundo arco, o foco está na forma que o mistério será resolvido.

Este anime utiliza o método de narração por várias personagens. Algo como em Durarara! E Baccano. Então cada um mostrará um certo aspecto de evento que está acontecendo. Isso ajuda o anime a não ser cansativo. As mudanças constante de foco faz com que fiquemos pouco entediado ao longo do tempo. Mas ao mesmo tempo que esse método é eficaz para a velocidade da série, ele compromete a evolução das próprias personagens. As várias personagens fazem com que tenha pouco tempo para evoluir cada personagem. Consequentemente, não temos o envolvimento real com as personagens e notamos que do começo ao fim, as personagens não mudam. O envolvimento acontece principalmente com o mistério e com um dos lados, mas as personagens não causam tanto envolvimento. Tanto que é difícil ficarmos assustados ou triste com a morte de alguma personagem, ficamos assustado e triste com a situação da vila. Isso mostra que Shiki tinha ainda mais potencial, mas deixa a desejar neste aspecto.

Um outro aspecto interessante de Shiki é a filosofia que ele tem, É bem claro no anime que ele sofre com o choque entre as ideias budistas e católicas. Isso fica claro visualmente com o jovem monge indo a uma igreja católica para se isolar. Isso mostra essa mistura entre as duas ideias e isso fica claro também nas conversas ao fim com os Shiki’s. Pegando o ponto budista ele nos apresenta a ideia de viver para sofrer, o controle de desejos, a lei da causa e da consequência e as ações proveniente dos pensamentos, carma. Mas também vemos as personagens carregando o sofrimento do pecado, desejando que Deus os ajude a se livrar deste mal e temendo a possibilidade de haver um julgamento de seus atos por algo superior.

Visualmente o anime pode assustar de começo, mas logo nos acostumamos com esse Character Design. Shiki utiliza muito bem a luz e a sombra nas cenas para marcar a dualdade que fica bem claro no anime.

As músicas de fundo tem qualidade que variam de mais, existem faixas muito boas que vão aumentar a sensação de suspense, mas outros são extremamente mal posicionado. Não há nenhum dublador que tenha grande foco, mas nenhum tem problemas.

A primeira abertura feita pelo Buck-Tick é muito legal e só agora que eu vi o anime compreendo a letra da música. O primeiro encerramento é mediano. A segunda abertura pode não marcar tanto, mas é bom e o encerramento, idem.

Resumindo Tudo: Shiki é um ótimo anime com uma boa base filosófica para discutirmos e um mistério. Apesar de falhar no desenvolvimento das personagens, elas fazem muito bem o seu papel de carregar a estória. Não indico para pessoas que não aguentem violência. Os últimos episódios são cansativos e repetitivas e sinto que aquilo foi mais para alegrar os fãs de violência apresentando uma caça as bruxas. Para aqueles que já viram e gostaram, indico assistir os episódios 20.5 e 21.5 que vão complementar a estória com side-story bem violentos que na série original é apenas referenciado.

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2 pensamentos sobre “Shiki [review] by Eiti

  1. Eiti passei todos os anos da faculdade sofrendo com greve! É assim mesmo….

    Quanto ao anime, meu Deus! Parece mais sombrio que Another! E violento! Meu psicológico não aguenta……

    • hahaha, vamos lá sofrer mais uma greve ….
      Este anime é bem mais violenta do que Another por causa dos últimos episódios. Ele tem menos variedade que another, mas morre muito mais gente.

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