Majyo no Takkyubin [review] by Eiti

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Olá pessoal! Esta semana é a semana nostalgia no Japanholic, então vou começar a participar! Acredito que outras pessoas da página vá colocar os animes da TV manchete e outros animes que passaram no Brasil para vocês, mas vou falar do que é nostálgico para mim.

Majyo no Takkyubin é um filme da Ghibli de 1989 e fala sobre a Kiki, uma aprendiz de maga de 13 anos. Ela não é uma boa bruxa e a única coisa que ela sabe fazer é voar em sua vassoura. Com 13 anos todas as bruxas devem sair de casa para treinar, então ela vai com o seu gato falante Jiji para uma outra cidade e decide abrir um negócio de entrega.

Não lembro muito bem quando eu comecei a assistir Majyo no Takkyubin, mas creio que seja por volta de 8 anos. Minha mãe tinha comprado o VHS deste filme e eu adorava o filme. Assistia toda férias e em alguns outros meses. Foi assim até a chegada dos DVDs que aposentou o tocador de VHS e seus filmes. A pouco tempo atrás fiquei com saudade e resolvi assistir novamente! Por muito tempo acreditava que o meu filme preferido fosse Laputa, mas sem dúvida é Majyo no Takkyubin!

O engraçado é que a visão que eu tinha deste filme mudou neste ano. Quando era criança assistia o filme como a aventura da Kiki, da mesma forma que o Ash saía de casa para virar mestre Pokemon, a Kiki foi virar mestra bruxa(?) e para isso tinha que enfrentar vários problemas! Claro que o enredo não mudou e é basicamente isso, mas este filme é um ótimo retrato de como ficamos quando saímos de casa para morar sozinho.

O Jiji aparece como um gato desanimado e rabugento em alguns momentos, por muitos momentos ele parece ser apenas um alívio cômico, mas na verdade ele é uma parte importante da retratação da Kiki. De acordo com o diretor Jiji seria uma das personalidades da Kiki! O gato fala na maior parte do filme por ser o lado realista da Kiki que ela precisa ter quando vai morar sozinho. Veja que a Kiki é muito instável emocionalmente, algumas vezes ela está muito animada e logo depois fica muito deprimida. O Jiji é aquele lado que precisamos ir desenvolvendo ao longo de nossas vidas para poder morar sozinho. No fim do filme o gato para de falar com a Kiki, já que ela não precisa mais criar esta personalidade em um outro ser, mas já está contido nela.

A Kiki também não tem uma forma heroica. Ela é insegura, instável, só sabe voar, fica com ciúmes sem motivo e ainda perde os poderes no meio do filme! Mas acabamos torcendo por ela por ter tantos problemas como nós! Quando passamos a morar sozinho é normal ficar inseguro, sentir que só sabemos fazer uma coisa e de repente sabemos fazer mais nada! Acredito que quem já teve a experiência de ficar um tempo fora de casa vai entender melhor este filme e vai passar a adorar todos os problemas da protagonista!

Claro que o filme também tem toda a qualidade visual e sonoro das obras da Ghibli. A cidade praiana é muito bonita e sua cidade com ares europeu é muito chique! A música Yasashisani Tsutsumaretanara é uma das mais lembradas dos filmes da Ghibli e se encaixa perfeitamente no filme. Uma parte da letra: Quando era criança havia um deus que realizava meus sonhos (…) Se você foi envolvido pelo carinho, tudo que passa em seus olhos se torna uma mensagem!

Resumindo Tudo: Este é um ótimo filme da Ghibli e disparadamente o meu preferido, ai de quem falar mau dele! A Kiki parece tão real que acreditamos que ela existir, gatos falantes existem, bruxas existem e com a música no fim, milagres existem! O filme da Ghibli que me deixa mais satisfeito na alma e todos devem assistir para se sentir melhor, como se tivéssemos obtido um apoio invisível…

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